lunes, 5 de noviembre de 2012

V SIMPÓSIO DE ESTUDOS CLÁSSICOS e um pouco de teoria literária

5 de novembro, segunda-feira

Local: sala 08 do prédio de Filosofia - FFLCH/USP

Homero

9h - 9h40: Barbara Graziosi (Durham University)

Homer: from Reception to Composition


9h40 – 10h20: Adrian Kelly (University of Oxford)

Tradition in early Greek epic poetry

10h20 – 10h40: intervalo

10h40 – 11h20: Teodoro Rennó Assunção (Universidade Federal de Minas Gerais)

Luto e banquete no canto IV da Odisseia (97-226)

11h20 – 12h: DEBATE

Épica latina: Vergílio e Lucano

14h – 14h40: Philip Russell Hardie (University of Cambridge)

Dido and Lucretia. From Virgil to Shakespeare


14h40 – 15h20: Martin Dinter (Universidade de São Paulo – King’s College London)

Sententiae in Virgil’s Aeneid and Lucan’s Bellum Civile


15h20 – 15h40: intervalo

15h40 – 16h20: Alessandro Rolim de Moura (Universidade Federal do Paraná)

Catão na Líbia (Lucano, Guerra Civil, livro 9)

16h20 – 17h: DEBATE

6 de novembro, terça-feira

 Recepção homérica e epopeia helenística

9h - 9h40: Anastasia Serghidou (Universidade de Creta)

Douleion Hemar: Temps, destin et asservissement


9h40 – 10h20: Maria Celeste Consolin Dezotti (Universidade Estadual Paulista)

Narrativas fabulares em Homero


10h20 – 10h40: intervalo

10h40 – 11h20: Graham Zanker (University of Canterbury)

Apollonius of Rhodes and Hellenistic art

11h20 – 12h: DEBATE

14h – 17h: Encontro com alunos da gradução e da pós-graduação para discussão de pesquisas em desenvolvimento.


7 de novembro, quarta-feira (IEL-UNICAMP)

14h00-14h40: Barbara Graziosi

Migrant Gods: A History of the Olympian Pantheon;


14h40-15h20: Philip Hardie

The Aeneid and Early Modern Voyages of Discovery


15h20-16h30: DEBATE

Casa Guilherme de Almeida: Centro de estudos e tradução literária

15h - 15h30: Maria Celeste Consolin Dezotti

Presença da fábula esópica no teatro grego


15h30 – 16h00: Anastasia Serghidou

Espace géographique et politiques de mnémotechnique dans l’oeuvre d’Hérodote


16h00 – 16h30: Adrian Kelly

Ending epic narratives in Greece and Rome


16h30 – 17h30: DEBATE


UNIFESP (SALA 12)

18h-18h30: Teodoro Rennó Assunção

O banquete e as narrativas na Odisseia


18h30-19h: Martin Dinter

What is Neronian Literature

19h-19h30: DEBATE

lunes, 29 de octubre de 2012

Efetivação da inscrição [AVISO!]

Caros,

hoje, na I Jornada de Literatura Contemporânea da Unifesp, a secretaria nos informou que as listas que passaram para marcar a presença dos alunos e posteriormente entregar seus certificados é apenas para validar as horas. As inscrições, DE FATO, devem ser feitas no link abaixo:


Desculpe-nos pelo transtorno. Àqueles que não conseguirem efetuar a inscrição no link, ainda assim receberão seus certificados em virtude do tempo.

sábado, 20 de octubre de 2012

BERNARDO CARVALHO - um pouco mais sobre o autor convidado da Jornada


Encerrando a I Jornada de Literatura Contemporânea da Unifesp teremos uma conversa com um dos mais importantes e premiados escritores da literatura atual, Bernardo Carvalho.

Bernardo Carvalho nasceu em 1960 no Rio de Janeiro. É escritor e jornalista. Foi editor do suplemento de ensaios "Folhetim" e correspondente do jornal Folha de São Paulo em Paris e Nova Iorque.

Carvalho estreou na literatura no início da década de 1990 com a coletânea de contos Aberração (1993), desde então vem mantendo uma contínua e reconhecida produção literária, que conta atualmente com nove romances publicados.

Em 2003 recebeu o prêmio Portugal Telecom de Literatura pelo romance Nove Noites (2002). E com seu romance posterior, Mongólia (2003), Carvalho foi o vencedor dos prêmios APCA (2003) e Jabuti (2004).
  
O seu mais recente romance, O filho da mãe (2009), parte da coleção Amores Expressos, é o resultado da estadia do autor na cidade russa de São Petersburgo. Recentemente, Carvalho manteve uma coluna no Blog do IMS, intitulada “Diário de Berlim”, que fora escrita durante o ano que o autor passou na Alemanha, como escritor convidado em um programa de residência criativa.

Aliás, as viagens são constantes na obra de Carvalho, que desde os seus primeiros livros busca um espaço transnacional para os seus romances. Afastando-se assim da categoria de uma literatura “nacional”. Os deslocamentos e a estrangeiridade são fundamentais para obra de Carvalho, que afirmou recentemente:

só consigo existir como escritor se eu não fizer parte do que me cerca, de onde eu estou, e, sobretudo se não fizer parte daquilo com o que tentam me identificar a priori, brasileiro, gay etc. (...) Preciso não me identificar para poder escrever. É por isso que as viagens acabam sendo tão fundamentais. O “estrangeiro” é, em princípio, o lugar da incompatibilidade, da contrariedade, da impossibilidade de identificação e, de certa maneira, também do mal-estar. Mas é só aí que eu consigo escrever, onde não falo a língua[1].

Outras características definem o inconfundível estilo de Bernardo Carvalho, como os relatos fragmentários, a trama labiríntica da maioria de seus romances, e ainda o desamparo e a inadequação que cercam as suas personagens, sobretudo, os seus protagonistas. Um trecho de O sol se põe em São Paulo (2007), transcrito a seguir, ilustra bem os sujeitos que Carvalho representa em seus romances, a história que ele busca contar é: “uma história de párias, como eu e os meus, gente que não pode pertencer ao lugar onde está, onde quer que esteja, e sonha com outro lugar, que só pode existir na imaginação”[2].



[1] “Estrangeiro – quatro perguntas para Bernardo Carvalho” In: Blog do IMS: 
http://www.blogdoims.com.br/ims/estrangeiro-quatro-perguntas-para-bernardo-carvalho/ - 20 de outubro de 2012.

[2] CARVALHO, Bernardo. O sol se põe em São Paulo. São Paulo: Companhia das Letras, 2007. p. 163-4.


Quando: Segunda-feira 29 de outubro de 2012, às 20H.

Onde: Auditório Adamastor-Pimentas (UNIFESP) - Estrada do Caminho Velho, 333 - Bairro dos Pimentas. Guarulhos SP 

viernes, 12 de octubre de 2012

Verso e reverso: PARTICIPE!


O diálogo entre diferentes estilos poéticos é a proposta desse sarau. Os convidados, Angélica de Moraes e Glauco Mattoso, comentam suas poéticas e respectivas afinidades literárias.

End.: Av. Paulista, 37 - Casa das Rosas, espaço Haroldo de Campos de poesia e literatura

sábado, 6 de octubre de 2012

Entre margens e cânones


A mesa que abrirá a I Jornada de Literatura Contemporânea da Unifesp é composta por trabalhos que discutem as relações e tensões entre as margens sociais e o cânone literário brasileiro:


João Antônio, ficção, malandragem e autobiografia
Bruno Zeni (USP)

O escritor João Antônio estreou na literatura com o volume de contos Malagueta, Perus e Bacanaço (1963), sucesso de público e crítica que o consagrou como um retratista da malandragem de São Paulo e escritor atracado com a vida. O autor se mudou para o Rio de Janeiro, onde viveu até o fim da vida (1996), atuando como jornalista e escritor. Sua literatura ainda conserva grande atualidade em uma combinação inusitada de ficção realista, experimentação de linguagem e autobiografia, expressando o caráter contestador da malandragem, do crime e da experiência pessoal, mas também seus limites.

João Antônio

Sobre o autor:
João Antônio (1934-1996). Jornalista e escritor brasileiro. Nascido em São Paulo, João Antônio mudou-se para o Rio de Janeiro em 1964. Tem a sua obra marcada pela presença de personagens do submundo das grandes cidades: malandros, desempregados, jogadores de sinuca, prostitutas, homossexuais. Entre as mais de vinte obras publicadas estão Malagueta, Perus e Bacanaço (1963), Leão de chácara (1975) e Malhação do Judas carioca (1975).

Memórias do contragosto: MM na luta contra o cânone
Sérgio de Sá (Universidade de Brasília)

Em O azul do filho morto (2002) e Charque (2011), Marcelo Mirisola faz estripulias com as recordações do vivido, lido e visto. Como é possível ser do contra na atualidade? Como desestabilizar as certezas compartilhadas no agora? Ainda se pode dizer não? A prosa de MM oferece uma resposta em primeira pessoa que persegue e tenta se desviar da trilha ambígua aberta, pela literatura brasileira contemporânea, entre realidade e ficção.  

 Marcelo Mirisola

Sobre o autor:
Marcelo Mirisola (1966). É formado em Direito e autor de contos, crônicas e romances. Entre eles, Fátima fez os pés para mostrar na choperia (1998), O azul do filho morto (2000), Bangalô (2003) e Charque (2011).

Recusa e procura do cânone: a manipulação do estigma nas narrativas prisionais contemporâneas
M. Rita Palmeira (USP)

Narrativas escritas por homens marcados pela experiência prisional no Brasil de fins do século XX parecem destinar-se a dois interlocutores ideais distintos: os pares na prisão e os leitores do mundo exterior. As histórias, quase todas de teor autobiográfico, recuperam códigos e comportamentos originais que estão na base das relações prisionais, de uma “sociedade” fechada em si, mas que, para existir, precisa reportar-se ao mundo exterior. Para que existam, as condutas e valores próprios ao universo prisional dependem da expectativa de “estar-fora” daquele ambiente. O modo como esses autores procuram garantir seu espaço no campo literário repõe a mesma ambivalência: se por um lado sustentam certa recusa aos critérios de valor que atribuem ao “mundo exterior”, por outro reivindicam a sua chancela. Partindo de uma análise de Memórias de um sobrevivente, de Luiz Alberto Mendes (Companhia das Letras, 2001), pretendo refletir sobre o modo como o estigma (E. Goffman) de presidiário termina por prestar-se a esta dupla função: afastamento do cânone e desejo profundo de fazer parte dele.


Luiz Alberto Mendes


Sobre o autor:
Luiz Alberto Mendes (1952). Nasceu em São Paulo, onde passou boa parte de sua vida em reformatórios e penitenciárias. É autor de três livros Memórias de um sobrevivente (2001), Tesão e Prazer: Memórias Eróticas de um Prisioneiro(2004) Ás Cegas (2005).


Quando: Segunda-feira 29 de outubro de 2012, às 14H.
Onde: Auditório Adamastor-Pimentas (UNIFESP) - Estrada do Caminho Velho, 333 - Bairro dos Pimentas. Guarulhos SP.