Grupo de leitura do Curso de Letras da Universidade Federal de São Paulo - EFLCH
martes, 18 de septiembre de 2012
viernes, 31 de agosto de 2012
Escrever de fora
“Da viagem entre leituras: a
ficção de Adriana Lunardi” por Stefania Chiarelli (Universidade Federal
Fluminense)
Os contos de Vésperas
(2002), assim como o romance A vendedora de fósforos (2011), de
Adriana Lunardi, tem como denominador comum situações em que leitores se inscrevem
de algum modo na cena literária. Em distintas medidas e faturas, essas
narrativas apresentam sujeitos às voltas com suas referências de
leitura. Investigar tal relação me interessa na medida em que possibilita
uma reflexão acerca das figurações do leitor e de modos de inscrição no espaço
literário. Nessa escrita que dialoga com a tradição, surgem
personagens que passam a fazer parte de um sistema, de uma família de leitores,
como se percebe no conto "Ana C", na afirmação do indivíduo à beira
da morte: “Um mapa que ficará para sempre incompleto, deixando saudade das
ruas que nunca passei. Aperte minha mão, querido poeta, me dê coragem e me dê
humor" (Lunardi, 2002, 45). Nessa perspectiva, ativar um determinado
repertório de leituras equivale a mover-se entre tradições e obsessões
literárias, apontando modos de conexão com a própria vida.
Adriana Lunardi estreou na literatura com "As meninas da Torre Helsinque" (Mercado Aberto/PMPA, 1996), livro pelo qual recebeu os prêmios Fumproarte e Troféu Açorianos (1997),em duas categorias: melhor livro de contos e autor estreante. Em 2002,lançou "Vésperas" (Rocco), livro de contos agraciado com a bolsa para escritores da Fundação Biblioteca Nacional e indicado ao prêmio Jabuti. "Vésperas" também foi publicado na França, Argentina, Portugal e Croácia.
"Corpo estranho", seu primeiro romance (Rocco, 2006), foi finalista do prêmio Zaffari/Bourbon e está sendo traduzido para o francês.
Quando não escreve livros, Adriana redige roteiros para a TV, especialmente documentários.Já ministrou um curso de leitura para futuros escritores e uma oficina de texto para moradores de rua, que resultou na publicação do livro Letras na Rua (PMPA, 1993).
Lunardi tem formação acadêmica em Comunicação Social e estudou literatura.Nasceu em Xaxim, Santa Catarina, morou em Santa Maria,Porto Alegre (onde teve sua estreia literária), Paris e São Paulo. Atualmente, vive no Rio de Janeiro.
Os mapas na literatura
“Mapas: creación, recreación y subversión de estereotipos
espaciales en el Nuevo Exotismo.” por Idalia Morejón Arnaiz (Universidade de São
Paulo)
En A literatura vista de longe, Franco Moretti
plantea la pregunta de si los mapas literarios tienen alguna utilidad, ya que
grandes teóricos de la literatura como Mijaíl Bajtín, Raymond Williams y Henri
Lafon nunca los incluyeron en sus libros (Moretti, 2008, 63). Alguna utilidad
se les puede atribuir, ya que uno de los elementos documentales frecuentes en
la literatura de viajes son precisamente los mapas. En los libros Teoría
del alma china, de Carlos A. Aguilera, Mongólia, de Bernardo
Carvalho, y Cuaderno de Feldafing, de Rolando Sánchez Mejías,
contamos con gráficos que se corresponden a la definición simple de mapa, esto
es, la “representação dos aspectos geográficos-naturais ou artificiais da Terra
destinada a fins culturais, ilustrativos ou científicos” (Oliveira, 1987, 233).
La amplitud de esta definición sitúa a los mapas, dentro del ámbito
cartográfico, como formas de comunicación que nos informan sobre su modo de
realización y sobre el modo como podemos leer e interpretar dichas
informaciones. El mapa, por tanto, puede tener o no carácter científico
especializado; así, el escritor también puede servirse de él para registrar
determinados contenidos relacionados al viaje, sea real o imaginario. Sobre
estas cuestiones tratará el presente trabajo, en los libros arriba mencionados.
Carlos A. Aguilera é poeta, narrador e ensaísta, também é diretor da revista
Diáspora(s). Publica diversos artigos em revistas sul americanas e europeias.
dentre suas obras destacam-se Retrato
de A. Hooper e su esposa (Poesía/Ediciones
Union, La Habana, Cuba, 1996).
Bernardo Carvalho nasceu em 1960, no Rio de Janeiro, é escritor e jornalista.
Foi editor do suplemento de ensaios Folhetim e correspondente, em Paris e em Nova
York, da Folha de S. Paulo.
Rolando Sanchez Mejías nasceu
em 1959, é escritor. reside em Barcelona e ganhou, em 1993 e 1994, o
"Premio Nacional de la critica de Cuba".
Poesia na jornada
"De trânsitos e traduções: a poesia de Marília Garcia, Cecília Pavón e Beatriz Bastos" por Paloma Vidal (Universidade Federal de São Paulo)
Proponho uma reflexão sobre o trabalho de três poetas latino-americanas contemporâneas, Marília Garcia, Cecilia Pavón e Beatriz Bastos, a partir de uma dupla perspectiva: a da tradução e seleção do seu trabalho, realizado por mim, em colaboração ou sozinha, como parte do projeto da revista Grumo e como modo de concretizar trânsitos lingüísticos e afetivos entre Brasil e Argentina; o modo como esses trânsitos estão inscritos na própria poesia dessas autoras, através da citação, da tradução ou da interferência de outras línguas, procedimentos por sua vez relacionados à experiência de deslocamento que constitui um ponto de partida fundamental para o trabalho das três poetas.
Cecilia Pavón é uma poeta contemporânea argentina, nascida em Mendoza em 1973. Formou-se em Letras pela Universidade de Buenos Aires e estreou em livro com o volume ¿Existe el amor a los animales? (Editorial Siesta: Buenos Aires, 2001). A este seguiram-se Pink Punk (2003), Caramelos de Anís (2004) e Discos Gato Gordo (2005). A escritora e artista está ligada ao coletivo conhecido como "Belleza y Felicidad", e vive em Buenos Aires, de onde escrevecom frequência para o seu espaço pessoal, chamado Once Sur.
Beatriz Bastos graduou-se em letras, bacharelada e licenciada em português e literaturas de língua portuguesa, pela Pontifica Universidade Católica do Rio de Janeiro, em 2003. É professora, tradutora e poeta. Abaixo sua dissertação de mestrado:
A Jornada e sua programação
29/10/2012 – SEGUNDA-FEIRA
LOCAL: AUDITÓRIO (Adamastor Pimentas - Unifesp)
COMISSÃO ORGANIZADORA
Profa. Paloma Vidal
Prof. Markus Lasch
MONITORES
Carlos Henrique Vieira
Joabson Santos Pereira
Mariane Tavares
PROGRAMAÇÃO DO EVENTO
14:00 – 15:30 – Entre margens
e cânones
Sérgio de Sá (UnB)
Bruno Zeni (USP)
Rita Palmeira (USP)
Mediação: Carlos Henrique Vieira
Coffee Break
16:00 – 17:30 – Escrever de
fora
Stefania Chiarelli (UFF)
Idália Mojerón (USP)
Paloma Vidal (Unifesp)
Mediação: Mariane Tavares
18:00 – 19:30 - Os fins da
literatura
Marcos Natali (USP)
Luciene Azevedo (UFBA)
Eduardo Sterzi (Unicamp)
Mediação: Joabson Santos Pereira
20:00 - Conversa com Bernardo
Carvalho
Mediação: Markus Lasch
A proposta da jornada
A I Jornada de Literatura
Contemporânea da Universidade Federal de São Paulo, a ser realizada no dia
29 de outubro de 2012, na Escola de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, no
Campus Guarulhos, tem como objetivo colocar em discussão os limites da
concepção moderna da literatura enquanto meio privilegiado de formação e
transformação do homem, de modo a reconsiderar os estatutos ético e estético da
literatura e a compreender seu lugar no passado e no presente. Apresentando o
tema “A literatura e seus fins”, a jornada pretende aprofundar esse debate, a
partir de perspectivas teóricas e críticas heterogêneas.
Para tanto, foram convidados professores doutores de
diferentes universidades do Estado de São Paulo (USP/Unicamp) bem como de
outros Estados (UnB/UFBA/UFF). Além disso, foi convidado para a mesa de
encerramento da jornada o escritor Bernardo Carvalho, cuja presença
proporcionará aos alunos e à comunidade acadêmica a oportunidade de discutir as
questões mencionadas acima a partir da perspectiva de quem escreve literatura
atualmente.
sábado, 25 de agosto de 2012
Participe conosco!
Apresentando o tema “A literatura e seus fins”, a jornada pretende aprofundar o debate sobre literatura contemporânea a partir de perspectivas teóricas e críticas heterogêneas. Entre os convidados confirmados estão Marcos Natali (USP), Eduardo Sterzi (Unicamp), Luciene Azevedo (UFBA), Sérgio de Sá (UnB) e Stefania Chiarelli (UFF). Além disso, teremos uma mesa de encerramento com o escritor Bernardo Carvalho.
ACOMPANHE A PROGRAMAÇÃO COMPLETA EM BREVE!!!
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