jueves, 4 de octubre de 2012

Conversa com Juan Pablo Villalobos


Juan Pablo Villalobos e "Festa no covil"
Foto de Renato Parada e capa por Elisa von Randow

O departamento de letras da EFLCH convida a todos para "Conversa com o escritor Juan Pablo Villalobos".

Juan Pablo Villalobos é autor de "Festa no covil" (Cia das Letras, 2012), seu aclamado romance de estreia foi traduzido para 14 idiomas.
O livro relata a história de um garoto chamado Tochtli, que é filho de um poderoso traficante  do México. A narrativa se desenrola no desejo do menino de ter um hipopótamo anão da Libéria. Tochtli é um personagem que persegue sua realidade extravagante, adora usar chapéus e ler dicionários, convive com treze ou catorze pessoas e é super protegido pelo pai. Classificado como uma narconovela, gênero que teve seu auge na Colômbia, o romance na verdade mostra um pai obcecado pelo filho e um filho que tenta viver e sobreviver, e não uma história de criminalidades.

Para ler o livro na íntegra acesse:
http://pt.scribd.com/doc/86067138/Festa-No-Covil-Juan-Pablo-Villalobos

Data: 09 de outubro de 2012.
Local: Sala 02, anexo, UNIFESP (campus Guarulhos)
End.: Estrada do Caminho Velho, 333.
Horário: das 18h às 19h30
Organização e mediação: Prof. Dr. Markus Lasch

OBS.: Em virtude deste evento, nossa "Volta ao mundo com Cortázar" terá uma pequena alteração:
          
         DIA 09 - "FESTA NO COVIL"
         DIA 16 - "RAYUELA"
         DIA 23 - "CONTOS"

miércoles, 3 de octubre de 2012

Quem são eles?


Conheça um pouco sobre alguns dos palestrantes das jornadas!





Eduardo Sterzi
possui graduação em Comunicação Social/Jornalismo pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (1994), mestrado em Teoria da Literatura pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (2000) e doutorado em Teoria e História Literária pela Universidade Estadual de Campinas (2006). Tem experiência na área de Letras, com ênfase em Teoria da Literatura, atuando principalmente nos seguintes temas: poesia medieval, poesia brasileira moderna e contemporânea, crítica, teoria e história literária, Dante Alighieri, Gianfranco Contini, Carlos Drummond de Andrade, Murilo Mendes, Augusto de Campos. Em novembro de 2011, obteve o primeiro lugar em concurso para professor de Teoria e História Literária no Instituto de Estudos da Linguagem da UNICAMP.

Luciene Azevedo
Possui Doutorado em Literatura Comparada (2004) pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro e atualmente é professora de Teoria Literária da Universidade Federal da Bahia, vinculada ao programa de Pós-Graduação em Literatura e Cultura. Tem experiência na área de Letras, com ênfase em Literatura Brasileira e Teoria Literária, atuando principalmente nos seguintes temas: narrativa contemporânea latino-americana, performance narrativa, cinismo e autoficção.

Marcos Natali 
Possui Mestrado (1993) e Doutorado (2000) em Literatura Comparada pela Universidade de Chicago e Pós-Doutorado em Literatura Hispano-Americana pela USP (2003). É, desde 2003, professor-doutor do Departamento de Teoria Literária e Literatura Comparada da USP, onde orienta pesquisa de iniciação científica, Mestrado e Doutorado. É pesquisador do CNPq, com projeto sobre literatura, ética e sacrifício, e foi professor visitante na UAM (México) em 2009. Publicou o livro _A política da nostalgia: Um estudo das formas do passado_ e atua principalmente nas seguintes áreas: narrativa hispano-americana do século XX e contemporânea, teoria literária latino-americana, teoria pós-colonial e desconstrução, com textos publicados sobre Juan Rulfo, José Lezama Lima, Tununa Mercado, José María Arguedas, Roberto Bolaño, Mario Bellatin e fetichismo.

Stefania Chiarelli
Professora Adjunta de Literatura Brasileira na Universidade Federal Fluminense, realizou os estudos de mestrado em Teoria Literária pela Universidade de Brasília (1997) e doutorado em Estudos de Literatura pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (2005). Tem experiência na área de Letras, com ênfase em Literatura Brasileira, atuando principalmente nos seguintes temas: deslocamento, memória, imigração. Publicou os ensaios "O cavaleiro inexistente de Italo Calvino - uma alegoria contemporânea" e "Vidas em trânsito: as ficções de Samuel Rawet e Milton Hatoum", e co-organizou o livro "Alguma prosa - ensaios sobre literatura brasileira contemporânea.

Sérgio de Sá
Possui graduação em Comunicação Social pelo Centro Universitário de Brasília (1992), mestrado em Comunicação e Cultura Contemporâneas pela Universidade Federal da Bahia (1999) e doutorado em Estudos Literários pela Universidade Federal de Minas Gerais (2007). É professor da Faculdade de Comunicação da Universidade de Brasília. Foi editor de Cultura do Correio Braziliense, no qual assinou durante mais de seis anos uma coluna sobre livros e literatura. Tem experiência nas áreas de Jornalismo e Letras, com ênfase em Literatura Comparada. É autor de "A reinvenção do escritor: literatura e mass media" (Editora UFMG).

Rita Palmeira
É doutora em Literatura Brasileira pela Universidade de São Paulo (2009). É bacharel em Letras (1997) e mestre em Teoria e História Literária (2000) pela Universidade Estadual de Campinas. Tem experiência na área de Língua Portuguesa e Literatura. Tem pesquisa nos seguintes temas: surrealismo francês, modernismo brasileiro e narrativas do cárcere.



Os fins da literatura


Passantes, banhistas, manifestantes: as metamorfoses da ninfa em Carlito Azevedo
Eduardo Sterzi (Unicamp)

Acusou-se, recentemente, Carlito Azevedo de adesão a um programa de “retradicionalização frívola” que, supostamente, caracterizaria grande parte da poesia brasileira das últimas décadas. Buscaremos contestar tal interpretação e juízo a partir de uma investigação de certas figuras femininas constantes em sua obra, na qual talvez se possam entrever novas metamorfoses de uma imagem recorrente da cultura não somente literária, mas mais amplamente artística, do Ocidente: aquela da Ninfa, que já ocupou o centro da reflexão de estudiosos como Aby Warburg e, mais recentemente, Georges Didi-Huberman, Giorgio Agamben e Roberto Calasso. Nossa hipótese é que, se há jogo com a tradição em Carlito Azevedo, este está longe de ser frívolo, na medida em que implica um repensamento da história da literatura e da arte, assim como, sobretudo, do estatuto mesmo da imagem: de sua consistência ontológica ambivalente (ao mesmo tempo material e imaterial, literal e simbólica, concreta e sonhadora, vívida e fantasmática) a sua historicidade própria (constitutivamente intempestiva, anacrônica, dialética).

Carlito Azevedo


A literatura ainda é possível?
Luciene Azevedo (Universidade Federal de Bahía)

Tomando como premissa básica a observação de Reinaldo Laddaga de que “nos encontramos en el trance de formación de un imaginario de las artes verbales tan complejo como el que tenía lugar hace dos siglos, cuando cristalizaba las idea de uma literatura moderna”, essa comunicação pretende partir do comentário sobre alguns relatos teóricos recentes que tematizam o fim da literatura. Mas ao invés de comprar o idealismo das retóricas que alardeam o prognóstico apocalíptico, gostaria de apostar na hipótese de um deslizamento epistemológico capaz de reinventar contemporaneamente o estatuto do que considerávamos literatura até bem pouco tempo. Nesse sentido, a literatura só estaria em fuga (a expressão é da crítica argentina Sandra Contreras), caso insistíssemos em avaliá-la com base em parâmetros que estão sendo deslocados pelos objetos surgidos no presente do século XXI e que pedem para ser lidos de forma distinta. Para testar minhas hipóteses, gostaria de analisar mais de perto dois não-romances específicos. O do escritor uruguaio Mario Levrero, La Novela Luminosa, e This is not a novel de David Markson.


Da pobreza da literatura
Marcos Natali (USP)

Tendo como pano de fundo debates a respeito da recente mobilidade social no Brasil e suas possíveis consequências para a cultura local, o trabalho revisita algumas cenas contemporâneas em que foi colocada em questão a relação entre literatura e pobreza. Trata-se, portanto, de tentar relacionar análises de mudanças no panorama social do país e certo “tom apocalíptico” presente em alguns lamentos sobre o estado atual da literatura brasileira.

martes, 18 de septiembre de 2012

Nossos encontros no 2º semestre de 2012



Dúvidas, encaminhem para o email pvidal@unifesp.br!

viernes, 31 de agosto de 2012

Escrever de fora

“Da viagem entre leituras: a ficção de Adriana Lunardi” por Stefania Chiarelli (Universidade Federal Fluminense)

Os contos de Vésperas (2002), assim como o romance A vendedora de fósforos (2011), de Adriana Lunardi, tem como denominador comum situações em que leitores se inscrevem de algum modo na cena literária.  Em distintas medidas e faturas, essas narrativas apresentam sujeitos às voltas com suas referências de leitura. Investigar tal relação me interessa na medida em que possibilita uma reflexão acerca das figurações do leitor e de modos de inscrição no espaço literário. Nessa escrita que  dialoga com a tradição,  surgem personagens que passam a fazer parte de um sistema, de uma família de leitores, como se percebe no conto "Ana C", na afirmação do indivíduo à beira da morte: “Um mapa que ficará para sempre incompleto, deixando saudade das ruas que nunca passei. Aperte minha mão, querido poeta, me dê coragem e me dê humor" (Lunardi, 2002, 45). Nessa perspectiva, ativar um determinado repertório de leituras equivale a mover-se entre tradições e obsessões literárias, apontando modos de conexão com a própria vida.
                             

Adriana Lunardi estreou na literatura com "As meninas da Torre Helsinque" (Mercado Aberto/PMPA, 1996), livro pelo qual recebeu os prêmios Fumproarte e Troféu Açorianos (1997),em duas categorias: melhor livro de contos e autor estreante. Em 2002,lançou "Vésperas" (Rocco), livro de contos agraciado com a bolsa para escritores da Fundação Biblioteca Nacional e indicado ao prêmio Jabuti. "Vésperas" também foi publicado na França, Argentina, Portugal e Croácia.
"Corpo estranho", seu primeiro romance (Rocco, 2006), foi finalista do prêmio Zaffari/Bourbon e está sendo traduzido para o francês.
Quando não escreve livros, Adriana redige roteiros para a TV, especialmente documentários.Já ministrou um curso de leitura para futuros escritores e uma oficina de texto para moradores de rua, que resultou na publicação do livro Letras na Rua (PMPA, 1993).
Lunardi tem formação acadêmica em Comunicação Social e estudou literatura.Nasceu em Xaxim, Santa Catarina, morou em Santa Maria,Porto Alegre (onde teve sua estreia literária), Paris e São Paulo. Atualmente, vive no Rio de Janeiro.

Os mapas na literatura

“Mapas: creación, recreación y subversión de estereotipos espaciales en el Nuevo Exotismo.” por Idalia Morejón Arnaiz (Universidade de São Paulo)


En A literatura vista de longe, Franco Moretti plantea la pregunta de si los mapas literarios tienen alguna utilidad, ya que grandes teóricos de la literatura como Mijaíl Bajtín, Raymond Williams y Henri Lafon nunca los incluyeron en sus libros (Moretti, 2008, 63). Alguna utilidad se les puede atribuir, ya que uno de los elementos documentales frecuentes en la literatura de viajes son precisamente los mapas. En los libros Teoría del alma china, de Carlos A. Aguilera, Mongólia, de Bernardo Carvalho, y Cuaderno de Feldafing, de Rolando Sánchez Mejías, contamos con gráficos que se corresponden a la definición simple de mapa, esto es, la “representação dos aspectos geográficos-naturais ou artificiais da Terra destinada a fins culturais, ilustrativos ou científicos” (Oliveira, 1987, 233). La amplitud de esta definición sitúa a los mapas, dentro del ámbito cartográfico, como formas de comunicación que nos informan sobre su modo de realización y sobre el modo como podemos leer e interpretar dichas informaciones. El mapa, por tanto,  puede tener o no carácter científico especializado; así, el escritor también puede servirse de él para registrar determinados contenidos relacionados al viaje, sea real o imaginario. Sobre estas cuestiones tratará el presente trabajo, en los libros arriba mencionados.


Carlos A. Aguilera é poeta, narrador e ensaísta, também é diretor da revista Diáspora(s). Publica diversos artigos em revistas sul americanas e europeias. dentre suas obras destacam-se Retrato de A. Hooper e su esposa (Poesía/Ediciones Union, La Habana, Cuba, 1996).

Bernardo Carvalho nasceu em 1960, no Rio de Janeiro, é escritor e jornalista. Foi editor do suplemento de ensaios Folhetim e correspondente, em Paris e em Nova York, da Folha de S. Paulo.

Rolando Sanchez Mejías nasceu em 1959, é escritor. reside em Barcelona e ganhou, em 1993 e 1994, o "Premio Nacional de la critica de Cuba".

Poesia na jornada

"De trânsitos e traduções: a poesia de Marília Garcia, Cecília Pavón e Beatriz Bastos" por Paloma Vidal (Universidade Federal de São Paulo)

Proponho uma reflexão sobre o trabalho de três poetas latino-americanas contemporâneas, Marília Garcia, Cecilia Pavón e Beatriz Bastos, a partir de uma dupla perspectiva:  a da tradução e seleção do seu trabalho, realizado por mim, em colaboração ou sozinha, como parte do projeto da revista Grumo e como modo de concretizar trânsitos lingüísticos e afetivos entre Brasil e Argentina; o modo como esses trânsitos estão inscritos na própria poesia dessas autoras, através da citação, da tradução ou da interferência de outras línguas, procedimentos por sua vez relacionados à experiência de deslocamento que constitui um ponto de partida fundamental para o trabalho das três poetas.

Marília Garcia e Cecília Pavón

Marília Garcia nasceu no Rio de Janeiro, em 1979. Publicou "Encontro às cegas"(Moby Dick, 2001) e "20 poemas para o seu walkman" (Cosac Naify, 2007), é uma das editoras da revista Modo de usar & Co.

Cecilia Pavón é uma poeta contemporânea argentina, nascida em Mendoza em 1973. Formou-se em Letras pela Universidade de Buenos Aires e estreou em livro com o volume ¿Existe el amor a los animales? (Editorial Siesta: Buenos Aires, 2001). A este seguiram-se Pink Punk (2003), Caramelos de Anís (2004) e Discos Gato Gordo (2005). A escritora e artista está ligada ao coletivo conhecido como "Belleza y Felicidad", e vive em Buenos Aires, de onde escrevecom frequência para o seu espaço pessoal, chamado Once Sur.

Beatriz Bastos graduou-se em letras, bacharelada e licenciada em português e literaturas de língua portuguesa, pela Pontifica Universidade Católica do Rio de Janeiro, em 2003. É professora, tradutora e poeta. Abaixo sua dissertação de mestrado: